quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha - Queda de Gigantes de Ken Follett


Sim. Este livro tem MAIS que 900 páginas. Mas tem MUITO MAIS conteúdo que suas MAIS que 900 páginas suportem. Mesmo assim, Ken Folett consegue dar conta de tudo no primeiro volume da Trilogia O Século, uma série que através de suas páginas carrega uma narração de romance histórico, e que em seu primeiro livro, aborda a Primeira Guerra Mundial, um marco na história do mundo, e que aqui é tratado de forma fascinante, frenética, de forma entendedora e realista.


Ken juntou realidade com ficção de forma extraordinária e nada entediante. É como se a cada momento que você pegasse em Queda de Gigantes, e começasse a ler, um professor de história começasse a lhe dar aulas da Primeira Guerra Mundial, mas sem fazer você ficar saturado de informações e descrições da política e convívio naquele tempo, mesmo que a narração pule de país a país, de personagem a personagem. Follett consegue, através de suas palavras, prender a atenção do leitor a cada detalhe, e tem vezes que você chega a pensar que tudo aquilo saiu da imaginação do autor, e é apenas um romances, uma ficção bem escrita. Mas a verdade é tudo aquilo aconteceu. A guerra aconteceu. Pessoas morreram. Grandes massas de pessoas morreram. Cidades foram destruídas. Pais de famílias ficaram desempregados. Crianças passaram fome. Mulheres foram exploradas. E a elite se tornava mais duvidosa do que já era. O que quero dizer é que o autor conseguiu resgatar uma história verídica, uma história que foi um marco no mundo, para todas as nações envolvidas e não evolvidas, e apenas inseriu personagens fictícios, mas que podem ter existido. Folett criou situações com bases em fatos históricos, e o resultado foi belo!

Não sei como expressar o que sinto após ter lido mais que 900 páginas de puro conhecimento, conteúdo e surpresas. Cheguei a largar o livro, não por ser ruim, mas porque eu não estava dando conta de minha fila de leitura, mas mesmo assim retornei firme e forte para Queda de Gigantes, e enfim terminei.

Personagens como o conde Fitz, que no início pensei ser o "mocinho" da história toda, se revelou ao longo do livro um vilão maldito. Gente, tenho puro ódio desse homem! O autor o criou para mostrar como era a elite naquela época, medíocres, mesquinhas, vaidosos, e que só pensavam em si mesmos. Mas todo livro tem seu verdadeiro "mocinho". Posso citar o alemão Walter von Ulrich. Ele é um dos meus personagens favoritos em toda a obra, e quando vemos que ele é apaixonado pela irmã de Fitz, Lady Maud, torcemos ainda mais por ele, já que por causa da guerra, não há mais união entre pessoas de nações em conflito. Ethel, governanta da casa de Fitz é uma mulher de fibra e garra, um exemplo de uma mulher independente, e seu irmão mais novo, Billy, entra também pra minha lista de personagens favoritos. Há também aquele que amamos e odiamos, como Lev Peshkov. Se formos listar as besteiras que esse russo comete ao longo do livro, a lista vai ser enorme.

Enfim, encerro essa resenha recomendando muito Queda de Gigantes. Tenho toda certeza - tenho mesmo - que não consegui escrever nada que chegue aos pés da verdadeira obra que é o que Ken Follett, também consagrado escritor por Os Pilares da Terra, escreveu. Basta ler e você vai entender tudo o que eu tentei dizer aqui.

Agora estou louco pra ler a continuação, Inverno do Mundo, e que senão me engano, narra os conflitos da Segunda Guerra Mundial, com novos personagens descendentes dos originais.

6 comentários:

  1. Eu sou apaixonada por histórias da Segunda Guerra, mas esse tipo de enredo mexe com meu emocional, então não tenho certeza se eu aguentaria ler um livro tão longo sobre o assunto, embora não duvide da capacidade de Ken Follet.

    Abraços

    Lu Tazinazzo
    http://www.aceitaumleite.com/

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    1. Lu, eu acho que você ia adorar esse livro. Ele não é carregado de destruição que aconteceu na Primeira Guerra Mundial, mas é apenas um elemento, um fato que estava ocorrendo por causa dos confrontos entre os países. Você precisa ler, rs, e você vai gostar muito. Vale apena enfrentar as mais que 900 páginas, pois no final você vai dizer: Ken, como pôde?

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  2. Oi ..

    Não gosto de livros assim. Deve ser.. chato. Apesar de você ter recomendado a leitura e, como eu odeio história, não vou gostar. Não mesmo, hahaha.
    Mas parece um prato cheio pra quem gosta :)

    João Victor, Amigo do Livro
    http://amigodolivro.blogspot.com.br/

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    1. Desculpe, mas você só pode dizer que algo é chato - ou bom - se você não tiver lido, ainda mais quando se trata de livros. O que você está dizendo é um erro. Queda de Gigantes não é um livro de história. Você não gosta de história, mas este livro é um ROMANCE-histórico. Ou seja, é um romance-livro, baseado na história, a Primeira Guerra Mundial. É como se você tivesse lendo um livro de fantasia. Aquela é a História de tal lugar. Então, meu filho, você que está perdendo. Tem vezes que ser seletivo quanto a literatura é um ERRO!

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  3. Cara, só posso dizer uma coisa: eu PRECISO ler esse livro, e isso o quanto antes. Confesso que demorei pra conhecer o livro, mas quando conheci, tive vontade de adquirir na mesma hora. Só não fiz porque prometi a mim mesmo que antes de comprar novas séries, daria fim em algumas séries que comecei a ler e ainda não terminei. De qualquer forma, envolve história e esse é um tema que me fascina. Tenho certeza de que vai ser uma obra pra conquistar, me apaixonar por ela e quem sabe até colocá-la como favorito.
    Ótima resenha e só me deixou com mais vontade de ler Queda de Gigantes.

    Abraços
    Ricardo - www.blogovershock.com.br

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  4. queria saber se você já leu inverno do mundo? é a continuação da trilogia o século. achei tão legal quanto queda de gigantes

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