quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Resenha: A Ilha Perdida de Maria José Dupré

Olá queridos leitores. Tudo bem? Eu já havia falado aqui no blog que estava relendo alguns livros, que a muito tempo eu não pegava pra ler, e nem apreciar sua capa. A Ilha Perdida entrou nesta lista também de relendo - quem tem Skoob sabe do que estou falando, rs.

Então vamos a resenha...

Uma palavra que posso descrever esse livro: Ele tem altos e baixos. Por que? Durante a leitura, você fica meio ansioso quanto ao que vai acontecer com os irmãos Eduardo e Henrique. Tudo bem, é normal sentir isso. No decorrer da história eles vão de canoa - escondidos - até a tal Ilha Perdida - nome em que o livro foi inspirado -, e logo depois, se perdem em meio a ela. Mas tipo, isso é obvio. Mas isso não foi o ponto que mais me chateou. O que realmente me chateou, foi que a autora não conseguiu desenvolver a estória, de modo que agradace o leitor. Bem, eu gostei do livro, mas há partes que Dupré parece se perder em meio a estória, e quanto ao que iria escrever a seguir. Isso incomoda um pouco em meio a estória, pois quando parece que a leitura flui, sem impedimento, a estória cai de repente e bruscamente, chegando até deixar o leitor mais perdido do que as personagens da história.



Mas não só há esse ponto negativo no livro. Desculpe o termo que irei usar, mas a diagramação está um horror! Em meio aos dialogos, não há separação entre o que o personagem falou e o que ele estava fazendo enquanto falava. Irei explciar melhor. Vamos fingir que os irmãos - personagens da estória -, estão começando a explorar a ilha. Eles começam a dizer:

MODO CORRETO:

- Eduardo, espere ai. - Henrique disse, ofegante - Aonde pensa que vai. Podemos nos perder em meio a mata.
- Que nada Henrique, deixa de ser medroso. - Disse Eduardo, fingindo estar sem medo. - Vamos!

MODO QUE ESTÁ NO LIVRO:

- Eduardo, espere ai. Henrique disse, ofegante. Aonde pensa que vai. Podemos nos perder em meio a mata.
- Que nada Henrique, deixa de ser medroso. Disse Eduardo, fingindo estar sem medo. Vamos!

Viram? É assim que está no livro. Em meio a leitura, você nem percebe os erros. Lê normalmente, até que você percebe que tem algo de errado em meio aos dialogos. E nisso, a leitura se quebra, fazendo o leitor retardar a leitura. Isso me chateou muito, pois a editora poderia ter revisado, assim como a autora.

Outro ponto que me chatou muito, foi as ilustrações. Sei que não desenho tão bem assim, mas acho que quando a pessoa faz uma ilustração para um livro, ela tem que estar de acordo com a estória que a obra nos traz. Esse não foi o caso de A Ilha Perdida. Bem, as ilustrações são bonitas, contando com algumas pequenas falhas nos rostos dos personagens e nas paisagens. Mas o que me chateou foi que as ilutsrações não batem com a estória do livro. Podem ser eblas e tal, mas não batem com a estória do livro. Isso me chatea muito, pois parece que a edição desse livro foi feita a esmo, sem uma ordem fixa, sem cuidado. Mas, continuando, foi isso que achei quanto as ilustrações, que ficaram lindas, mas sem nexo quanto a estória do livro.

Agora falarei sobre os pontos bons do livro. A autora, alêm de construir uma bela de uma estória - com o erro de não sabe-la desenvolver -, conseguiu criar um novo mundo, cheio de lições para dar aos seus leitores. Maria José nos fala da importancia dos animais e da natureza, e de como devemos cuidar dela, alêm de nos mostrar grandes curiosidades sobre a fauna e flora. Isso foi fantástico. Gostei bastante.

Agora vou falar um pouco sobre os personagens, que gostei muito. A estória roda mais em torno de Henrique - pois uma boa parte do livro narra como ele sobreviveu na ilha, quando se perdeu de seu irmão Eduardo - , e isso e achei um pouco errado da parte da autora. O personagem é legal, alêm de ter seus defeitos, mas a autora gastou tantas páginas do livro para narrar a aventura de Henrique e Simão, que pareceu ter se esquecido de Eduardo, que só no final é achado, e pouco se fala dele. Na minha opinião, Dupré poderia ter feito do seguinte modo: Um capitulo falando sobre  Henrique, outro sobre  Eduardo, e assim por diante, e vice-versa. Mas esse não foi o caso, e achei que a autora pecou um pouco nisso. Como se fala pouco de Eduardo, não é facil falar dele. Parece-me que ele é irmão mais novo de Henrique, e por isso tenta ser melhor do que ele, pois toda hora, enquanto estavam perdidos na ilha, tentava esconder seu medo. Enquanto Simão, um misterioso habitante da ilha, tem seus sentimentos pouco explorado no livro, tornando seu passado sombrio e distante. Mas acho que a autora deu uma dose certa de suspense quanto ao personagem.

E foi isso que achei do livro. Digamos que é um livro regular que quase passou para bom, mas não atingiu os pontos necessários. Recomendo, mas informo que o leitor poderá ter certas dificuldades quanto a leitura, mas... vá em frente. Leia, rs.

FICHA DO LIVRO:

TITULO: A Ilha Perdida
AUTORA: Maria José Durpé
ILUTSRADOR: Edmundo Rodrigues
EDITORA: Ática
PÁGINAS: 127

OBS: A resenha ficou meio grandinha, haha. Desculpem

5 comentários:

  1. JOSHA,
    VOCE CRITICOU MUITO A EDITORA E A AUTORA PELOS ALGUNS ERROS DE PONTUAÇAO E TAL...MAIS SE ESQUECEU DE VOCE MESMO REEVISAR O SEU PROPRIO TEXTO.
    TO AQUI "PÉ DA VIDA" DE COMO VOCE ERRA EM PALAVRAS COMUNS COMO "ESTÓRIA" POR FAVOR ESCREVA ISSO DIREITO! É HISTORIA.
    É PRIMEIRO REVISA O SEU TEXTO E DEPOIS CRITICA A EDITORA E AUTORA!!!

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    Respostas
    1. Por favor, senhor "anônimo ignorante". Saiba diferenciar "estória" e "história". Acesse o link: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061023071240AAY5cFk - Não está errado usar "estória". E sim, o texto não está revisado, mas a postagem é perto de quando o blog nasceu, então eu não tinha tanta experiência. E se for criticar erros de português, dê um exemplo melhor.

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  2. q burro esse anonimo ai ,sabe de nada

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  3. Olá, Henrique. Boa tarde! Meu nome é Izabel e encontrei seu blog por acaso, enquanto procurava resenhas sobre o livro A Ilha Perdida.
    Ao final do seu post, você observa ter escrito uma resenha longa demais, com o que concordo plenamente. Mas isso não aconteceu porque você trouxe informações ricas para ajudar as pessoas decidirem se querem ou não ler a obra, foi porque o texto está prolixo mesmo (o que é curioso, pois isso é algo que você criticou a respeito de passagens da obra).
    Sobre a linguagem de Dupré, meu ponto de vista é exatamente o contrário do seu: acho que essa obra é um excelente estímulo para crianças e adolescentes gostarem de ler, pois o vocabulário é simples, os termos eventualmente desconhecidos podem ser facilmente interpretados de acordo com o contexto, há um ritmo, um dinamismo devido aos períodos não serem tão longos.
    Quanto aos comentários sobre a pontuação dos discursos diretos, você está enganado: a forma como Dupré escreveu não está errada, só não é a forma mais didaticamente tradicional de colocar a fala da personagem. Se você ficar 100% preso ao modelo "dois pontos - parágrafo - travessão" ensinado na escola, terá dificuldades em ler alguns figurões da literatura em Língua Portuguesa, como o português José Saramago ou o moçambicano Mia Couto (procure conhecer, caso não conheça ainda).
    Mesmo discordando de várias de suas opiniões a respeito da obra, temos um olhar em comum: também acho que poderia haver capítulos intercalados, um mostrando a vivência de Henrique, outro, a de Eduardo. Afinal, um garoto de 14 anos vivendo sozinho numa ilha pedida também merece atenção!
    Agora, independente de o seu texto ter a qualidade questionável (desculpe a sinceridade), acho digna e louvável a iniciativa de um garoto tão jovem quanto você se propor a escrever um blog sobre livros. Parabéns!
    Continue sempre escrevendo, é um jargão, porém é fato que a prática leva à perfeição. Com certeza, os textos mais atuais (não li nenhum ainda) são melhores. Torço para que você se torne um escritor como deseja, mas "força na peruca", porque o mercado editorial não é fácil!
    Abraços,
    Izabel

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